BEEZZ…! Memorando Revolucionário…

2008/11/17

A CRIANÇA, QUE O SISTEMA BRITÂNICO, NÃO SALVOU…

bebe-pA mãe e o padrasto do bebé P, bem como um dos amigos do casal, arriscam-se a ser condenados a 14 anos de prisão pela morte da criança. O veredicto final é lido a 15 de Dezembro, mas a onda de indignação e emoção que varre o Reino Unido é enorme, tanto mais quanto se sabe que o menino de 17 meses foi visto dezenas de vezes por funcionários dos serviços sociais, médicos e polícias de Haringley, a norte de Londres, mas que estes foram incapazes de o retirar das mãos dos agressores. Acabou por morrer, em Agosto de 2007, vítima de ferimentos múltiplos.

A história de vida deste menino louro de olhos azuis, apelidado de P, por motivos estritamente legais, é, como ontem a descreveu o semanário britânico Independent on Sunday “asquerosa, brutal e curta”. A sua mãe tinha apenas 16 anos quando conheceu o seu pai, de 33. O casal teve três filhas e o bebé P, que ela deu à luz quando tinha 25 anos, era o primeiro filho do sexo masculino. Nasceu a 1 de Março de 2006. A família parecia então completa. Mas a alegada traição da mãe levou o pai da criança a sair de casa quando ele tinha apenas três meses e meio. O seu calvário começou quando a mãe e o padrasto, que ela conheceu num bar, decidiram ir viver juntos.

Ao longo de oito meses em 2007 o menino sofreu maus tratos, tendo chegado a ficar paralisado devido a uma fractura na espinha. A mãe desculpava-se sempre com um filho hiperactivo que batia muito nos móveis e costumava cair das escadas. Esteve presa por duas vezes. Mas mesmo assim nenhum tribunal ordenou que a criança fosse retirada de casa. “As provas não eram suficientes”, disseram os advogados do conselho municipal de Haringley.

Na casa onde o bebé habitava chegaram a viver, segundo os media, a mãe, o padrasto e os irmãos do bebé, mais o amigo e a namorada, um rottweiler, uma cobra, etc… Alguns dias antes de falecer, a criança foi vista por uma assistente social e por uma pediatra, tendo esta última ignorado a fractura na espinha. No dia 3 de Agosto de 2007, os serviços de urgência foram chamados, mas já não o conseguiram salvar. O bebé P estava no berço, roxo, com sangue. Tinha 50 ferimentos, oito costelas partidas e, entre outras coisas, faltavam-lhe várias unhas.

Não encontro palavras, para descrever tamanha barbárie… nem tão pouco para descrever a minha revolta… escasseiam palavras para descrever, o que eu era capaz de lhes fazer, se pudesse, com as próprias mãos… Pois a prisão, é o mais brando dos castigos para estas bestas.

Olhando, aquele ser (na foto), tão belo, tão puro e inocente, ainda estou incrédulo… Como pode ter acontecido uma coisa destas?

Paz à tua Alma, Bébé “P”… Esta é a minha homenagem…

3 Comentários

  1. Não sei como há pessoas tão inumanas…custa a crer! o meu total repúdio para semelhante gente.

    Um abraço
    António Delgado

    Comentário por António Delgado — 2008/11/17 @ 21:59

  2. Como é possível que possa haver tanta maldade em seres humanos capazes de fazer isto a uma criança?!. Pessoas assim são um mal para a sociedade.Deveriam ser punidos com rigor. Espero que a justiça não lhes dê tregua.

    Comentário por Odele Souza — 2008/11/17 @ 23:01

  3. Estou completamente sem palavras.
    Só consigo pensar meus ricos filhos,e coitadinho do bébé…
    Espero que agora a justiça o menos o vingue.

    Comentário por Lia — 2008/11/18 @ 1:12


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