Muito me tem preocupado, os últimos acontecimentos no país. É certo e sabido, que muita gente anda de olhos vendados, e nas próximas eleições, votam nos mesmos de sempre, que de uma maneira ou de outra se têm governado após o 25 de Abril de 1974, só não vê quem não quer, estão lá, ora PS, ora PSD e ao de leve o CDS. Mas quando o Governo, a um ano de distância começa a fazer campanha eleitoral, eu tenho de fazer campanha anti-governo e anti-partidos (PS,PSD e CDS) neoliberalistas e subservientes do poder capitalista e económico.
Já sei, que se calhar alguns devem pensar “Lá vem este com a cassete comuna!!!”, pois bem, chamem o que quiserem, mas ao menos sou fiel às minhas ideias e ideais, não sou como uns, como demonstra o vídeo, que de repente, quase por artes mágicas, eu diria mesmo outra coisa mais feia, vem parar aqui a este outro vídeo.
Pois, para quem não se conforma com a “gosmice” em que se tornou este país a nível governativo, sem rumo, doente e à beira da falência, tem de se auto intitular “Revolucionário”, sim, sou, mas ser revolucionário é ser Justo, é querer saúde e educação para todos igual, é querer justiça igual para todos, não é para termos “casas pias”, e apitos dourados “avermelhados, azulados, esverdeados”, ou polícias proibidos de disparar contra bandidos em fuga, ou ainda juizes que abusam de poder, ou políticos corruptos, e câmaras a alterarem o PDM em troca de mais umas luvas “Eurónicas”, e uma sociedade “subsídiodependente” (Rendimento Mínimo Garantido) porque não quer trabalhar, isto se arranjar trabalho, porque com as empresas a fechar todos os dias e aqueles que querem trabalhar a bazarem daqui para fora (e o governo a dizer que criou 130000 empregos), as maternidades fecharam e agora as nossas “mamãs” vão parir a Espanha, não, isso é a DEMOCRACIA, e eu sou DEMOCRÁTICO. O estado deve milhões a empresas e a particulares, mas se nos cobram indevidamente, esperamos anos a fio sem ver o dinheiro e quando vem, nem juros pagam.
O estado, e este governo, à luz dos seus semelhantes anteriores, está a tornar isto tudo muito taciturno, as pessoas andam ao sabor das propagandas, do que é de pompa e circunstância, mas a verdade anda a monte.
Por isso, dou valor ao maior símbolo revolucionário de sempre, CHE GUEVARA…
HASTA SIEMPRE COMANDANTE
Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando todo santa clara
Se despierta para verte.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.
Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con Fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.
Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.



Estás tu preocupado, estou eu e muita outra boa gente.
E também, sou daqueles que acham que tudo isto tem de dar uma grande volta.
Qual a dimensão da volta, qual o rumo, não sei totalmente.
Sei o que não quero. E por mim, não haveria mais do mesmo.
E, como tu, realço a profundo desprendimento das benesses do poder, o idealismo do Che.
Só tenho pena que este ícone histórico por vezes seja usado apenas como um “objecto decorativo”.
Comentário por peciscas — 2008/08/14 @ 18:45
Independente de ideologias, temos de concordar que Portugal tem vindo a ser mal governado. Isto já não se resolve com mudanças de pessoas mas sim com um código de conduta assinado por todos os partidos em que fiquem bem claros princípios de comportamento dos governantes e das oposições.
Há que acabar com nomeações de confiança, sem concurso público destinadas a favorecer os amigos do clã. Tais nomeações, não tendo em conta as competências têm delapidado os dinheiros públicos a arrastado o País para uma crise crónica de difícil cura.
Há que restabelecer a confiança do povo nos seus representantes, através de acções honestas em benefício dos interesses nacionais.
Reduzir a quantidade de assessores e os contratos para «estudos» a amigos partidários que só têm a finalidade de enriquecer os «compadres».
Mudando o regime com um tal código de conduta, talvez o País possa começar a desenvolver-se de forma séria e sustentável.
Um abraço
João
Comentário por A. João Spoares — 2008/08/14 @ 19:01
Tua análise meu amigo, é a de uma pessoa engajada com a realidade de teu país . E claro que há razões para se preocupar, mas tu, estás sempre pronto para mostrar, questionaar e divulgar. Pois afinal, a pasmaceira é mesmo deles .
Um abraço.
Comentário por Odele Souza — 2008/08/14 @ 20:14
Um homem pode pertencer a que Partido for, não vejo nisto nenhum mal. Eu não sou de Partido nenhum. Mas os que são, só começam a meter “asco” quando são politicamente “correctos”. Não é o caso do meu amigo, felizmente. Contudo, há uma coisa que não posso deixar de dizer: o nosso sistema de Democracia é um sistema eleitoral. Logo, ainda que me “pintem” de outra cor, que não a minha, os culpados do que se tem passado no nosso País são os eleitores. Eu sempre digo, há, mesmo nas camadas mais modestas, quem tenha interesse nesta política, aliás, já referido pelo meu amigo em algumas passagens do seu texto. Há ciganos, há bandidos, há malandros e há espertos que não trabalham e vivem melhor do que muitos que trabalham. Bem, isto não acontece por acaso: esta gente deve rondar aproximadamente um milhão de pessoas. Esta gente, com alguma Função Pública misturada, é uma reserva dos partidos que nos têm governado. Se não vejamos: contamos os atrás referidos, mais os funcionários de Autarquias que são membros daqueles partidos que nos têm desgraçado e, com certeza, chegaremos a estes números malditos. Por isso, se nós queremos mudar as coisas, ainda que custe a muita gente, temos que continuar a ser politicamente incorrectos. Viver sem peias e não temer nada, repito, nada. Quanto ao vídeo e aos bandidos que lá “votam bocas”, eu não estou nada espantado, pois já conheço essa canalha e os partidos a que eles pertencem há muito tempo. Conhece-os desde andarem a roubar numa Universidade em Lisboa e de andarem a queimar as Sedes do PCP em 1975 e 1976. Eu, que nunca pertenci a nenhum Partido, já fui vítima dessa canalha. Bem, muito mais teria a dizer sobre esses bandidos, que são autênticos criminosos, mas não vou encher este espaço, até porque as pessoas se saturariam de tanto ler.
Abraços.
David Santos
Comentário por David Santos — 2008/08/14 @ 23:06
Concordo com a tua análise, cada vez vamos de mal a pior e a aproximarmo-nos, perigosamente, do abismo. É a insegurança, a prepotência, a corrupção a todos os níveis, o desemprego galopante, os jovens sem futuro… estão a ser cozinhadas as condições propícias a um golpe de direita.
O pior disto tudo é que no próximo ano vai baixar uma cortina de amnésia e a dansa de votos vai ser a mesma. O zépovinho não tem juizo!
Mas ouvir este hino ao Che, faz-me acreditar que a esperança é a última a cair! E eu tenho esperança que ABRIL voltará em todo o seu explendor.
Um abraço,
José Gomes
Comentário por José Gomes — 2008/08/15 @ 19:41
Trata-se de uma espécie de eterna dança das cadeiras, quase grotesca, para quem participa e para quem observa. Neste tipo de democracia representativa (?!) não há espaço para a diferença. Esta, a diferença, a alternativa, está cá fora, no povo deliberadamente amordaçado.
Saudações revolucionárias
Comentário por Jorge Borges — 2008/08/25 @ 21:55