No debate quinzenal na Assembleia da Republica, o nosso “pinóquio”, como sempre, fugiu ás questões fulcrais postas pela oposição. Não costumo ouvir estes debates, mas hoje derivado ao cerne da questão (Os combustíveis), fiz um esforço e lá consegui ouvir na integra, enquanto conduzia a minha viatura de serviço, pois a mim afecta-me prejudicialmente estes sucessivos aumentos, e aos demais portugueses, ouvi então a emissão em directo na Antena 1.
O PCP, através do Bernadino Soares, interpelou o Sr. Primeiro Ministro sobre o imposto a ser criado (ideia do PCP) para tributar a especulação das petrolíferas, que compram o petróleo a um preço e fazem incidir 2 meses depois os preços do mercado para se basearem no preço final, obtendo daí com especulação dividendos astronómicos, que neste 1º trimestre foi de 69 milhões de Euros, face ao período homólogo do ano anterior representa um aumento de 220% de lucros a mais, e como sempre o Escroque do Pinóquio, disfarçou a conversa para o lado que mais lhe agradou, acusando o PCP de falta de ética.
Também Os Verdes, colocaram esta questão, fintada pelo Pinóquio, e não respondendo, acusando de insultuosa as insinuações de que o “pinóquio” havia dito, que o falhanço do referendo ao Tratado de Bilderberg, conhecido como Tratado de Lisboa, seria “Mau” para a sua carreira Política.
Não respondendo a estas questões, e milindrando-se com o referendo legítimo de uma Democracia Europeia, que ainda não se sabe como irá acabar, seria bom o chumbo deste Tratado, o Pinóquio, quer é saber qual vai ser o tacho que vai lamber depois de sair daqui na UE, e por isso, por saber que chumbava aqui em Portugal o Tratado, não o submeteu, como fez a Irlanda a referendo, estando-se assim a borrifar para nós e para Portugal.
Este escroque, como digo, deu umas migalhitas aos transportadores, e poderia ter dado a todos os Portugueses muito mais, bastava que aceita-se a proposta da Esquerda, em tributar as mais valias especulativas, mas isso acarretava a que mais nenhum membro do governo arranja-se tachos e cunhas para familiares e afins, e até para eles próprios nos próximos anos.
ESCROQUES, SOMOS GOVERNADOS POR ESCROQUES…




O País vai de mal a pior, só não vê quem não quer. Há dias ouvi uns reformados a falar mal do Governo, mas mesmo assim, dizem que votam no PS, não são vira casacas!!!
Santa ignorância, este é um mal enraízado no nosso povo, digamos que é como o futebol, somos Portistas, Sportinguistas ou Benfiquistas… somos e pronto!!!
É triste, mas é assim infelizmente.
Comentário por Victor Simões — 2008/06/13 @ 22:00
Acho piada a quem diz mal de tudo e de todos como o que aqui vejo. Acham que conseguem fazer melhor? É que mandar bitates ainda não vale para nada para o uso comum do cidadão que pretende ver alternativas! Só alguém que nunca viajou, nunca olhou mais além pode dizer coisas como: “Só neste país” ou algo que o valha. É degradante e pior ainda, vil dizer mal sem se apresentar nada de novo. Gostava de ver nestes desabafos mais alternativas, para que se possa o Sr. por á mercê de outros tantos iguais a si e ver pelos seus olhos que o “maldizer” é o mais fácil, e isso todos sabemos fazer. A crise dos combustíveis não é mal dos tugas. Aliás, a subida directa relativamente a países produtores tem sido muito mais acentuada em percentagem do que cá. Só a estupidez humana e a desinformação podem julgar que prender os preços ás petroliferas podem trazer algo de bom á sociedade… isto porque a maioria não sabe que nos anos 70 (crise de ‘73 mais precisamente) fez com que inúmeras companhias de petróleo fossem á falência pelas mesmas razões com que agora os Tugas se esgrimem. O que sucedeu depois??? Ora a história disse-nos que EXACTAMENTE no mesmo contexto de há 30 e tal anos o mundo parou… a escassez de produção foi tão grande que teve que haver racionamentos (incluindo Portugal ainda no antigo regime) e que demorou quase uma década para recuperar. Quer um mundo assim? Pense e informe-se antes de falar. São atitudes destas que fazem as más escolhas! As coisas tem que ser pensadas e analizadas e se possível tirar conclusões da história recente.
Comentário por Rodrigo — 2008/06/17 @ 12:46
Caro Ricardo, aprecio o seu comentário, mas discordo, pois de facto você não pode acusar ninguém de «”Só alguém que nunca viajou, nunca olhou mais além pode dizer coisas como: “Só neste país” ou algo que o valha.”», se calhar eu já viajei muito, mais do que aquilo que você pensa, e exactamente por isso é que exponho e digo o que digo, mas não vou entrar por aí, seria uma perda de tempo. Vou antes dizer que a minha função não é dar sugestões, apresentar alternativas, não sou deputado nem ministro nem oposição, aliás onde andará essa dita oposição, sabe?
Depois há uma corja enraizada de malfeitores, nestes últimos anos, desde esses tais 30 e tal anos que expôs que nos vem gamando.
Mas parece que convém, a alguns sectores da nossa sociedade, se clalhar o meu caro faz parte dalgum, e isso compreendo que se doa por ele, mas nunca poderei deixar de defender os meus, os trabalhadores, os pensionistas, os que pagam e não bufam, em suma, todas as classes desfavorecidas, os que estão sistematicamente a verem-se atrofiados com as políticas desta dita corja, que governa olhando única e exclusivamente para o seu umbigo, com os olhos postos de como se irão safar se perderem as eleições.
Claro está que isto a si nada lhe diz, claro está que enquanto houver quem sustente esta máfia, melhor, mas a mim que do nada vim e para o nada vou, apenas quero que esta passagem seja o menos sofrida para mim e para todos, e estas políticas deixam-me revoltado.
Depois é lógico que a crise é internacional, e também não lhe vou dizer o que se faz lá fora para a minimizar e até a combater, os políticos têm a receita à muito, só não a cozinham porque isso tirava os ditos tachos e cunhas, que terão num futuro próximo.
Lições de cidadania, não será certamente o senhor que mas vai dar, nem quero ser eu a abrir-lhe os olhos, apenas escrevo aqui o que me vai na alma, e o que me apoquenta, os políticos eu pago-os bem para arranjarem soluções, se querem a opinião, venham para a rua perguntar ao povo, que o povo a dirá.
Passe bem, e se não gostou de algum texto, e o incomodou assim tanto, paciência, não volte.
Carlos Rocha (Beezzblogger)
Comentário por beezzblogger — 2008/06/17 @ 18:11
Caro Beezz,
Não seja tão radical. Os portugueses tão têm muita razão para estar descontentes. Estamos a viver muito bem. Não há miúdo da família dos governantes e ex-governantes que não esteja encaixado num tacho à nossa conta. Os assessores são mais do que muitos e nada fazem, nem sequer evitam que os seus chefes façam asneiras de que são obrigados a recuar face às manifestações do povo. Quando esses chefes precisam de estudos ou pareceres vão contratá-los fora, a sociedades de amigos, políticos em funções ou já fora delas. Repare naquele advogado pago pelo ME para fazer um trabalho e não o fez e, em vez de ter sido obrigado a repor o dinheiro que recebeu indevidamente, ficou com ele e teve um novo contrato a preço muito superior para fazer o mesmo trabalho que não soube fazer no prazo do contrato anterior.
Onde estão os ex-governantes e ex-deputados? quanto ganham?
Não há só o apito dourado, há também os «tachos dourados» que são apenas para os beneficiados pela politica.
Portanto, vistas as realidades nacionais pela óptica de quem está nesse grupo de beneficiados, o País está maravilhoso, ganha-se bem, têm-se muitas regalias, etc. Um exemplo: O patrão do Banco de Portugal ganha mais do que o seu equivalente dos EUA!!! Estamos muito bem, Portugal é um País rico, desenvolvido, de gente feliz a viver desafogadamente. Temos o melhor nível de vida da Europa, etc.
Crise? Aumentos? Mentira. Está tudo muito bem e proporcional aos aumentos das pensões!!!!!
Abraços
A. João Soares
Comentário por A. João Spoares — 2008/06/17 @ 19:13
Na verdade seria ingénuo ou socialista do centro direita e até colaborante do imperialismo dono do ouro negro, se estivesse a favor do aumento dos combustíveis. Até porque praticamente todos esses aumentos se reflectem no aumento de todo que consumimos, ricos, menos ricos, pobres, ignorados e marginalizados e excluídos da nossa sociedade democrática e “socialista.
No entanto não deixo de lamentar, criticar e denunciar a vida de rico que muitos “carenciados” e descontentes com o preço dos combustíveis, teimam em manter.
São incapazes de se deslocar para o trabalho, para as escolas ou para qualquer lugar, sem ser de carro.
Se há futebol, vão de carro para se divertirem, e cada carro, um condutor, de tal forma que nas ruas das imediações do estádio onde o evento de alienação das massas se dá, o estacionamento é caótico, chegando ao ponto de utilizarem o centro da via das duas faixas de rodagem, para estacionamento com apoio e orientação da própria PSP, como acontece na Av. Fernão de Magalhães junto ao “Coliseu” do Futebol do Dragão, como noutros “coliseus” da bola e dos grandes negócios aí fomentados.
Ninguém vai a pé, de transporte público ou de bicicleta (já que gostam tanto de desporto!).
Andam carros ligeiros a mais na via pública, conduzido cada um por um único condutor, que bem poderiam utilizar outros transportes colectivos.
No entanto muitos protestam como eu contra o gamanço de todos quantos nos fazem chegar o combustível ao depósito.
Até são capazes de dizer que estão contra a poluição do meio ambiente, mas não abdicam do carro para se deslocarem um quilómetro ou menos, para ir ao café, ao clube ou a outro qualquer lugar.
Mas é claro que compreendo que vivemos um tempo de paranóias, ou eu não visse muita gente que diariamente levam o carro para o trabalho, a dois ou três quilómetros do local de residência, e à noite, depois de jantar e aos fins de semana, vai caminhar ou fazer umas corridinhas, por questões de manutenção física, queimar calorias ou por causa do colesterol.
Na minha humilde mas sincera opinião, a primeira coisa a fazer-se para lutarmos contra o aumento dos combustíveis, contra o colesterol, a favor do ambiente, da saúde física e intelectual, e mais dinheiro ao fim do mês na carteira em vez de o dar às bombas, é deixar o carro na garagem, sobretudo se se tem trabalho perto ou transporte público acessível e ao pé da porta.
O resto é treta!
Comentário por José Faria — 2008/06/17 @ 22:00
Por lapso, chamei-lhe Ricardo quando queria dizer Rodrigo, fica aqui o reparo.
Comentário por beezzblogger — 2008/06/18 @ 19:10