Bem precisamos de um abraço bem apertado, para nos sentirmos gente, seres humanos, com coração que pulsa, que bate. Não somos máquinas, não somos robôs, embora lidemos com elas, com os computadores. Porém, não são autónomos, não agem sozinhos. Está sempre por de trás, de cada um, a comanda-lo, a programa-lo, um coração que vibra, que sente, que grita, que chora.Todos precisamos de um abraço, para nos sentirmos seres humanos dignos, respeitados, acarinhados. Todos precisamos de todos, neste mundo virtual. Senão, pergunto eu? Que estaríamos nós aqui a fazer, todos os dias, senão precisássemos uns dos outros? Não estávamos de certeza! Se estamos, se falamos, se comunicamos. É porque necessitamos de conviver, de ter amigos, embora, virtualmente. Mas são esses amigos, virtuais. Que nos dão alento, força, capacidade, de nos mantermos aqui, neste mundo cruel, e desumano. Onde o egoísmo e o egocentrismo, cada vez mais se sobrepõem, á solidariedade, á amizade, á fraternidade. Demos sim! Um abraço, um enorme abraço, entre todos nós.



